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Software Livre

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Conteúdo do(a) PSL-Brasil publicado no Software Livre Brasil
Updated: 23 hours 45 min ago

Cidade francesa economiza 1 milhão de euros ao cortar pacote Office

Wed, 30/07/2014 - 12:10

A cidade de Toulouse, no sul da França, conseguiu comprovar com números por que a adoção de plataformas livres pode ser uma boa medida para a administração pública.

Desde 2010, quando o profissional de sistemas Pierre Cohen assumiu a prefeitura, já foram economizados € 1 milhão graças à substituição do pago pelo gratuito. A intenção principal era acabar com o uso do pacote Office, da Microsoft, trocando-o pelo LibreOffice.

Isso começou a ser feito em 2012, segundo Erwane Monthubert, que ajudou a gestão Cohen na missão. "Licenças de software custavam, a cada três anos, € 1,8 milhão a Toulouse", disse ao Estadão. "A migração (que envolveu treinamento) custou € 800 mil."

Tanto páginas da internet quanto serviços e aplicativos passaram a contar com softwares ou arquiteturas de linguagem "Lamp" (Linux, Apache, MySQL e PHP).

Fonte:  Olhar Digital

Como diria o Tiririca...

Membros da ASL.Org opinam no UOL sobre software livre como alternativa a pirataria

Wed, 30/07/2014 - 11:50

Enviado por Sady Jacques e Thomas Soares membros da Associação SoftwareLivre.Org para o espaço Opinião do site UOL e publicado em 30/07/2014.

Uso de softwares livres pode ajudar no combate à pirataria

Recentemente diversos veículos de comunicação repercutiram o resultado de um estudo realizado pela Business Software Alliance e pela consultoria IDC, que afirma que 50% dos softwares utilizados no Brasil são piratas.

O resultado não impressiona os militantes do conhecimento livre, que têm como principal filosofia a possibilidade de usar e modificar programas sem restrição. É ilógico pensar que o usuário primário de computadores esteja disposto a gastar centenas de reais para ter o direito de escrever textos ou executar funções básicas da máquina.

O uso de softwares piratas é prejudicial principalmente ao usuário. Ao contrário do que parece em uma impressão inicial, a utilização dos programas ilegais favorece a própria empresa desenvolvedora. Com a difusão em larga escala das aplicações, transforma-se uma habilidade - como a edição de imagens ou vídeos, por exemplo - em sinônimo de uso de um software específico.

O usuário fica tão acostumado a realizar suas tarefas de uma única forma que não imagina outra possibilidade. Quando inserida em um espaço em que o uso de soluções proprietárias ilegais é restrito, como empresas, universidades e órgãos governamentais, a instituição torna-se refém de apenas um vendedor para exercer suas atividades.

Em contraponto a esta situação está o software livre. Para compreender sua função primordial é necessário sinalizar que, há alguns anos, todos os programas eram "livres". O foco do interesse econômico na época era o hardware. Foi assim que a Microsoft surgiu no vácuo deixado pela IBM.

O filme "Piratas do Vale do Silício", dirigido por Martyn Burke, de 1999, faz um retrato bastante fiel da situação em que a propriedade intelectual já era bem definida no contexto de livros e patentes, mas não havia se insinuado imediatamente nos códigos-fonte dos programas. Hoje o hardware é relativamente barato e o maior valor está na informação, na sua posse, propriedade e controle.

O paradoxo central da era digital é que a informação pode ser copiada, duplicada e clonada sem que a fonte diminua em conteúdo. Assim como uma ideia passa de uma mente para a outra sem que se "gaste", as informações binárias, digitais e eletrônicas podem ser multiplicadas. O interesse puramente econômico exige o controle para justificar seus fluxos de valor, o que não está de acordo com os processos naturais da evolução do conhecimento.

O que define a pirataria de software é contradizer o interesse puramente econômico. Já o software livre propicia o compartilhamento de algo benéfico para todos. Além disso, é possível modificá-lo e adaptá-lo para necessidades específicas, o que contradiz a lógica da compra de um produto pronto e que se desatualiza rápida e propositalmente.

Entretanto, o mais importante é a possibilidade de auditar plenamente seu funcionamento. São também recentes as notícias de que os Estados Unidos conseguem acesso a informações privadas em um vigilantismo patológico que é possibilitado, entre outras coisas, pelas "portas dos fundos" presentes em programas proprietários, o que não ocorre com software livre.

A viabilidade econômica proposta pelo modelo de desenvolvimento do software livre é comprovada pelas várias instituições que se beneficiam das tecnologias abertas, como as do setor varejista, os bancos, os portais de notícias e os principais sites de redes sociais, que utilizam softwares livres em seus servidores e aplicações.

Porém, o formato do modelo livre não encaixa imediatamente no quebra-cabeça do mercado. A criação compartilhada e a meritocracia anárquica que caracterizam a maioria das grandes comunidades livres necessita interfaces especiais para dialogar com o contexto neoliberal.

É neste cenário que foram criadas nos últimos 15 anos diversas iniciativas de fomento e esclarecimento sobre o tema. Entre elas, a Associação Software Livre.Org, que é organizadora do Fórum Internacional Software Livre, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, realizado anualmente em Porto Alegre desde 2000.

Já existem softwares livres de boa qualidade para a maior parte das demandas usuais. Além deles, há uma infinidade de ótimas soluções em código aberto que podem servir de base para um conjunto maior ainda de respostas eficientes em tecnologia para a sociedade, em todas as áreas de atuação humana.

Neste cenário, os pequenos negócios são potenciais usuários de soluções livres, pelos baixos custos de implantação e mão de obra potencialmente abundante, gerando um ecossistema de suporte que é um nicho de mercado com potencial ainda latente.

Todas as condições e potencialidades estão presentes. Desenvolvimento de código é uma arte que requer conhecimento, mas que pode alcançar padrões impensáveis com colaboração e compartilhamento. E é essa capacidade técnica que pode tornar o desenvolvedor brasileiro, a indústria de software nacional e o Brasil referências mundiais, ao custo de algumas boas políticas, um pouco de coragem e doses decisivas de inovação e ousadia.

Sady Jacques e Thomas Soares membros da Associação SoftwareLivre.Org

Edward Snowden dá 3 dicas para a sua privacidade

Wed, 30/07/2014 - 11:05

Publicado por Elias Praciano no site Nerdices.com.br

O ex-contratado da NSA, Edward Snowden tem sido claro em uma série de dicas e procedimentos que podem te ajudar a se proteger contra a vigilância governamental e empresarial.

A complexidade ou aplicabilidade depende de alguns fatores, como o nível do seu conhecimento em informática e o seu próprio computador — Sim.

Usuários Linux levam uma ligeira vantagem aqui. O que não quer dizer que as dicas não sejam plenamente implementáveis em outros sistemas operacionais.

Encriptar o seu disco rígido

Em alusão a uma das aulas de Harry Potter, em Hogwarts, Snowden afirma que encriptação é a “defesa contra as artes das trevas“.

A encriptação pode ser feita por etapas — à medida em que seu conhecimento aumenta e você vai naturalmente passando para outro nível, mais avançado.

Adicionar senhas de proteção aos seus arquivos é um dos primeiros passos que você pode dar.

Em seguida, pode aprender os métodos de encriptação do seu disco rígido.
Ao encriptar os dados de todo o seu disco rígido, você passa a ter mais segurança em caso de tê-lo roubado ou apreendido.

Todos os sistemas operacionais atuais lidam com a encriptação dos dados e há vários softwares de terceiros que podem fazer o trabalho.

Usar plug-ins, no navegador, que evitam ser seguido

O tracking dos internautas é tão comum que muitas pessoas simplesmente não veem nada errado em encontrar anúncios especificamente sobre os produtos que ela tava pesquisando minutos antes.

Você faz uma pesquisa sobre “esteiras” no Google e… a partir daí, os anúncios dos sites, “magicamente” passam a exibir só anúncios relacionados a este objeto

O fato é que as empresas estão usando vários dados sobre você, para exibir anúncios “personalizados”:

  • o lugar onde você mora;
  • os seus interesses durante a navegação;
  • os sites e tipos de sites que você visita (inclusive “aqueles”!);


A partir daí, preços e produtos que aparecem nos anúncios podem variar.
Se isto não é já um problema chato o suficiente, acrescente o fato de que se as lojas têm acesso a este tipo de informações, outros também podem ter.
Os navegadores atuais têm botões ou opções para desligar o tracking — na verdade, estes itens apenas informam aos sites, pelos quais você passa, que você não deseja ser “seguido”.

O respeito dos sites à sua opção, contudo, é… opcional.

Outra solução, que pode ser mais eficaz, é instalar um plugin no seu navegador que “tenta melhor” evitar o rastreamento — eu sugiro o Ghostery.

O Ghostery mostra quem está te rastreando, como está fazendo isto e se propõe a bloquear sua atividade.

Use o Tor, para apagar suas “pegadas” online

Sugiro que você leia alguns artigos sobre o Tor aqui, no Nerdices, mais tarde.
O Tor é uma rede que promete anonimidade e privacidade online e tem estado sob os holofotes ultimamente, justamente por causa dos ataques que as pessoas tem sofrido à sua privacidade — tanto pelos governos, quanto pelas grandes corporações.

O Tor hospeda uma rede de websites, alguns dos quais têm sido alvo de ações policiais (ou policialescas), por terem (comprovadamente, em alguns casos) se engajado em atividades ilegais.

Se, por um lado, o Tor tem sido útil para a prática de atividades criminosas — por outro, ele tem trazido alívio para usuários que desejam apenas ter a sua privacidade respeitada.

Há, ainda, o outro lado da moeda: ativistas e jornalistas sérios, alvos de represálias governamentais ou de mega corporações, também precisam proteger-se, usando todas as ferramentas disponíveis para poder exercer seu trabalho.

Para concluir, gostaria de citar o uso de emails criptografados (como o hushmail) e smartphones com esta capacidade, como forma de se manter seguro em relação a este mundo, cada vez mais orwelliano, em que vivemos — com a diferença de que a ameaça vem mais do meio corporativo e, talvez, nem tanto do governo.

Elias Praciano

http://elias.praciano.com

Ouça a narração de todos os artigos Marco Civil da Internet

Wed, 30/07/2014 - 10:22

O autor do projeto eXcript publicou a narração completa de todos os artigos do Marco Civil da Internet.

É uma iniciativa bastante interessante para aqueles que querem conhecer o Marco Civil mas não tem muito disposição para ler :-)

Sobre o projeto eXcript:

O projeto eXcript nasceu de um amante de videoaulas e que acredita que assistir a uma videoaula também é uma forma de lazer. Do mesmo modo que assistimos canais inteligentes que trazem conteúdo através de documentários, assistir a um vídeo que ensina como fazer algo é uma nova forma de entretenimento inteligente.

Nosso site ainda não está pronto, mas você já pode anotar o endereço: www.eXcript.com

Página no facebook: www.facebook.com/excript

Ricolândia produz animação para a Comunidade LibreOffice Brasil

Wed, 30/07/2014 - 09:57

A Comunidade LibreOffice Brasil fez uma parceria com a empresa Ricolândia, sediada no Rio de Janeiro e desta parceria foi produzida uma animação sobre o LibreOffice. A animação teve o seu lançamento no Ciclo de Palestras Software Livre do SINDPD-RJ na segunda-feira (28/07/2014) e foi todo criado com ferramentas de código aberto.

A Comunidade LibreOffice Brasil agradece imensamente ao produtor da animação, Ricardo Graça que nos contemplou com este belíssimo trabalho.

Assista aqui:

Fonte:

Crédito: Ricolândia

Notícia publicada em: http://blog.pt-br.libreoffice.org/2014/07/29/animacao-sobre-o-libreoffice

Conferência Internacional em Porto Alegre

Tue, 29/07/2014 - 11:44

Grandes nomes da tecnologia no mundo participam do 4º Brazil JS

No mercado desde a década de 90, o JavaScript é a principal e mais popular linguagem para programação de interfaces web. De ágil metodologia, esta tecnologia está tão presente na vida das pessoas que elas sequer se dão conta. A linguagem JavaScript está presente no smartphone, no notebook e em infinitos dispositivos eletrônicos que interagem com a web. Uma linguagem aberta da internet que facilita o acesso para qualquer pessoa e de fácil aprendizado.

Para acompanhar a evolução constante deste recurso tão amplamente usado e que oportuniza tantas inovações, acontece nos dias 21 e 22 de agosto o Brazil JS. O evento reúne profissionais do mundo todo que discutem e apresentam o que há de mais novo na aplicação do JavaScript.

“O JavaScript é o principal alicerce da Internet nos dias de hoje. Todas as aplicações, portais, sites, interação de conteúdos só são possíveis com o JavaScript. Esta ferramenta enriquece em opções e formatos as informações para os usuários. Nosso evento é o segundo maior do mundo e o Brasil conta com profissionais de renome internacional no tema”, comenta Felipe Moura, organizador do encontro.

A exposição e conferência,  Brazil JS reúne mais de mil participantes em palestras, treinamentos e apresentação de projetos inovadores.   

Entre os palestrantes:

Chris Miller – Tumbrl – USA

Yehuda Katz – Tilde Inc.- USA

Rob Dodson – Google – USA

James Halliday – Browserling – USA

Ricardo Cabello – Mr. Dood – Espanha

Jörn Zaefferer – J Query UI – Alemanha

Guillermo Rauch – Learn Boost/Cloudup – Argentina

Miller Medeiros – Firefox OS – BR

Renato Mangini – Google – BR

Maurício Wolff – Booking.com – BR

Eduardo Lund Gren – Liferay – BR

Ricardo Tomasi – Booking.com – BR

Leonardo Balter – Eng Soft. – BR

SERVIÇO:

O que: BRAZIL JS

Onde: Bourbon Country – Rua Tulio de Rose, nº 80

Horário: 9h às 18h

Mais informações no site: http://braziljs.com.br

Documentário Improprietário - O Mundo do Software Livre

Tue, 29/07/2014 - 11:02

"Inproprietário O mundo do software livre" é um projeto experimental produzido em 2008, trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo dos ex-alunos Jota Rodrigo (Johnata Rodrigo de Souza) e Daniel Pereira Bianchi do Centro Universitário FIEO UNIFIEO.

 

Vale a pena ver de novo: documentário Improprietário - O Mundo do Software Livre

Tue, 29/07/2014 - 10:57

"Inproprietário O mundo do software livre" é um projeto experimental produzido em 2008, trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo dos ex-alunos Jota Rodrigo (Johnata Rodrigo de Souza) e Daniel Pereira Bianchi do Centro Universitário FIEO UNIFIEO.

 

Sobre Linus Torvalds e crianças: qual a relação entre eles?

Tue, 29/07/2014 - 10:43

Olá pessoal,

No mês passado terminei de ler o livro "Só por prazer - Linux, os bastidores da sua criação" do David Diamond. Esse livro conta a história de Linus Torvalds e o processo de criação do Linux, pensei que seria uma leitura um pouco entediante e fui surpreendida positivamente com uma leitura muito fácil.

Nesse momento, alguns devem estar pensando o que isso tem a ver com um blog sobre mulheres e tecnologia? Pois bem, fiz essa relação quando foi explicado sobre como surgiu o interesse do Linus por computadores e isso aconteceu quando o avô dele comprou um. Vou reproduzir o trecho e em seguida vou explicar.

“(...) Ele via esse seu novo brinquedo sobretudo como um brinquedo, mas também como uma magnífica calculadora. (…) Meu avô também podia agora fazer em casa muitas das coisas que fazia com os computadores grandes da universidade. E ele queria que eu participasse dessa experiência. Também tentava fazer com que eu me interessasse por matemática.

Eu sentava no colo dele e ele me fazia digitar os programas que escrevera cuidadosamente no papel porque não se sentia muito à vontade com computadores. Não sei quantos outros pré-adolescentes sentaram nos escritórios de seus avôs, aprenderam a simplificar expressões aritméticas e a digitá-las com precisão em um computador, mas lembro-me de ter feito isso. Não me recordo do tipo de cálculo, e não acredito que tivesse a menor ideia do que estava fazendo, porém eu estava lá e ajudava meu avô.

É provável que tenhamos levado muito mais tempo do que ele levaria se fizesse o trabalho sozinho, mas quem pode garantir? Cresci me sentindo à vontade com o teclado, o que nunca aconteceu com ele. Eu fazia isso depois da escola, ou sempre que minha mãe me deixava no apartamento de meus avós. Comecei a ler os manuais do computador e a digitar os programas oferecidos como exemplo. (…) Assim, se fizesse certo, você se deparava com um sujeito que caminhava pela tela, em gráficos defeituosos. E aí conseguia modificá-lo e fazer com que ele caminhasse pela tela em diferentes cores. Você simplesmente conseguia fazer isso. É a melhor sensação que existe. ”

Li esse trecho e logo veio uma mensagem interessante, a de que os adultos podem ensinar e influenciar positivamente as crianças. No caso do Linus, ele se tornou uma figura muito respeitada e conhecida na sua área, mas não estou falando que devemos fazer isso para criar pessoas famosas, estou falando que podemos aproveitar a nossa influência e mostrar para os pequenos novos horizontes. Quem garante que o Linus seria quem é hoje se o avô dele não tivesse apresentado um computador? Na verdade, nunca saberemos a resposta, mas certamente isso influenciou ele, até porque no final do texto ele se mostra encantado com a possibilidade de configurar os seus próprios programas.

Agora algumas pessoas podem indagar: A intenção é fazer todas as crianças serem programadores?

A resposta é não, elas não serão necessariamente programadores. Depois de ler o livro lembrei de um vídeo do TED da Clare Sutcliffe, que apresenta uma iniciativa para ensinar crianças a programar. Um dos argumentos usados para justificar essa ação é a de que ensinar programação as crianças pode estimular a criatividade, auxiliar no aprendizado de disciplinas como matemática ciência e tecnologia, além de ser uma opção de carreira. Então, não vamos criar uma massa de programadores, podemos usar a programação para melhorar em outras áreas. Como é de conhecimento comum, no Brasil existe um grande déficit de aprendizado em matemática e nas ciências exatas, se utilizássemos a programação para crianças poderíamos melhorar esse cenário?

Um ponto interessante da palestra é quando ela menciona uma pesquisa feita com programadores, eles responderam a seguinte pergunta. “O que inspirou você a programar?” Como resultado, 62% das respostas dizia que foi fazer algo por conta própria. Ao ver isso logo lembrei do Linus feliz em fazer o “sujeito” caminhar na tela em diferentes cores!

A geração das crianças de hoje em dia são conhecidas também como nativos digitais, ou seja, elas já nasceram em uma sociedade que permite o fácil acesso à tecnologia e elas estão habituadas porque já nasceram nesse ambiente “digital”. Segundo Marc Prensky os nativos digitais fazem parte de uma geração que nascem a partir dos anos 90 e cresce imersa nas tecnologias, por isso não tem um deslumbramento, eles estão integrado a ela e essa integração facilita o acesso as informações. Pensando nisso lembrei de algo corriqueiro, quem nunca ficou impressionado ao ver que uma criança de 5 anos consegue utilizar um smartphone tão bem quanto um adulto?

A iniciativa apresentada mostra uma experiência em ensinar programação usando o Scratch para as crianças aprenderem algumas noções de programação. Já no primeiro feedback do projeto foi muito positivo, com 92% das crianças que participaram do projeto classificaram como divertido. Após esse resultado, a palestrante comentou que tinha a expectativa de ter algo em torno de 20 clubes no modelo que eles implementaram, mas para surpresa dela, conseguiram montar 300 clubes no Reino Unido, cada um composto por 15 crianças.

No Brasil já vi alguns cases usando o Scratch e também o Primo que tem uma cara de brinquedo e é bem aceito pelas crianças, e assim como no projeto da Clare, os resultados também foram positivos. A minha esperança é de que no futuro possamos incluir esse tipo de atividade para crianças do ensino público. O lado legal do Scratch é a facilidade de encontrar material na internet, também já vi o pessoal de Software Livre comentando sobre esse assunto e oferendo em oficinas.

Acredito que podemos ensinar as noções de programação para as crianças sem a expectativa de que elas virem um Linus Torvalds, mas para que elas, que já nasceram em um mundo com tanta tecnologia, sejam produtoras de conteúdo e não somente consumidoras.

Sou da opinião que esse tipo de iniciativa pode também colaborar para o aumento do número de mulheres na área de tecnologia e ciências exatas. Porém, acredito que na abordagem infantil seja mais interessante fazer as atividades para meninos e meninas do que segmentar e oferecer a oficina exclusivamente para meninas.

O texto ficou maior do que o normal, espero que tenham lido até o final. :-)

Copyfight: Ciclo de Debates e Oficinas sobre Cultura Livre

Tue, 29/07/2014 - 10:30

Trazendo à tona novas perspectivas sobre cultura livre, Copyfight chega a sua quinta edição com um encontro na Caixa Cultural, de 29 de julho a 1° de Agosto. Os compositores Marcelo Yuka e Leoni, o co-fundador da rede de Centro de Mídia Independente (Indymedia) no Brasil, Pablo Ortellado, e Felipe Fonseca, co-fundador da rede MetaReciclagem, são apenas alguns dos convidados do evento.

O primeiro dia de debate abordará os desafios atuais do direito autoral em um cenário de crescente compartilhamento, onde a noção de "propriedade intelectual" encontra-se cada vez mais questionada frente às dinâmicas emergentes de produção colaborativa e anônima. O segundo é dedicado à discussão dos desafios e potências das redes de produção cultural no país. No dia seguinte, serão discutidas relações entre cultura livre e o espaço público, abordando as transformações nas cidades no contexto de realização de grandes eventos.

Por fim, o último debate apresenta uma reflexão original sobre as biotecnologias, tendo como ponto de partida a revalorização dos saberes tradicionais dos povos originários, em oposição aos mecanismos de patenteamento do conhecimento e da natureza pela indústria. Durante todos os quatro dias do evento, na parte da tarde, será realizado uma oficina de experimentações artísticas e midiáticas com tecnologias livres e abertas.

COPYFIGHT

A crítica à propriedade intelectual é um tema chave para a compreensão dos processos contemporâneos que envolvem arte, cultura e sociedade. A partir de diferentes dispositivos jurídicos e institucionais (copyright, patentes e marcas) este conceito encontra-se presente em diferentes campos de nossa vida cotidiana. Sobre estes temas, o Copyfight aprofunda questões críticas através de diálogo entre convidados com diversificadas experiências em suas áreas e o público.

O primeiro encontro foi realizado em 2010 no Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ, durante um seminário, reunindo dezenas de artistas, pesquisadores e produtores para debater temas ligados à crítica da propriedade intelectual na sociedade contemporânea. No ano seguinte, o segundo encontro marcou o lançamento de trabalhos sobre os temas que deram origem ao livro “Copyfight – Pirataria e Cultura Livre”, publicado em 2012 pela editora Azougue.

As atividades do Copyfight são consideradas hoje referência nos estudos sobre cultura livre, direito autoral e propriedade intelectual no século XXI não só no Brasil, como no mundo. Seus organizadores já foram convidados para palestras e debates em São Paulo, Porto Alegre, Recife e Medellín. A pesquisa de perfil do público mostra ainda dezenas de pessoas interessadas em outros países, como EUA, França, Uruguai, Chile, Itália dentre outros.

Agenda

Dia 29 de julho, terça-feira

*Coautores: Qual a relação de artistas e produtores culturais com o conceito de "propriedade intelectual" hoje, em um contexto crescente de livre distribuição de conteúdos? Qual a diferença entre iniciativas de reforma dos mecanismos de propriedade intelectual e as propostas ligadas ao movimento copyleft? Um debate aberto sobre autoria, licenciamento e produção cultural em tempos de uploads e downloads.

Debatedores:: Leoni, Marcelo Yuka, Thiago Novaes e Miguel Said

Dia 30 de julho, quarta-feira

*Redes.br: Quase duas décadas depois de sair das academias para chegar à sociedade civil, as tecnologias digitais e a comunicação em rede são hoje não apenas uma ferramenta de divulgação, mas sobretudo de articulação e produção conjunta para diversas redes no Brasil. A cultura digital foi devorada, degultida e hoje é expressa em uma infinidade de práticas no Brasil. Rumo à descolonização tecnológica e cultural, eis a nossa digitofagia das mídias.

Debatedores: Dudu de Morro Agudo, Felipe Fonseca, Jaborandy Yandê e Pablo Meijueiro.

Dia 31 de julho, quinta-feira

*Mega.eventos: Como se dá a relação entre propriedade intelectual, produção cultural e o uso do espaço público no contexto de preparação para os grandes eventos esportivos? Como lidar com as transformações em curso e como estas mudanças impactam a produção cultural e os ambientes comuns das grandes cidades? Uma reflexão coletiva sobre transformações urbanas e aproximações entre arte, mídia e política.

Debatedores: Alexandre Mendes, João Roberto Lopes, Pablo Ortellado e Victor Ribeiro.

Dia 1 de agosto, sexta-feira

*Bio.tecnologias: Qual o papel da tecnologia na relação entre cultura e a natureza? De um lado, a “alta tecnologia” de manipulação e patenteamento genético de organismos vivos. De outro, temos a “baixa tecnologia” da sabedoria tradicional sobre o meio ambiente e da lógica DIY: “Do-It-Yourself¨. Faça-você-mesmo. Da ciência das erveiras e dos xamãs à construção de ambientes sustentáveis em espaços urbanos e rurais. Quais os desafios para a construção de biotecnologias baseadas na autonomia e em conhecimentos comuns?

Debatedores: Giuseppe Cocco, Cinthia Mendonça, Aderbal Ashogun e Sarita Albagli.

Oficina:

Durante os 4 dias de encontros na Caixa Cultural, também haverá uma oficina sobre hardware livre e software livre para poéticas computacionais.

A oficina terá inscrições antecipadas e partirá de práticas simples com eletrônicos acessíveis, voltadas para a experimentação artísticas e midiáticas com tecnologias abertas.

Não é necessário nenhum conhecimento prévio.

Para se inscrever: http://copyfight.me/inscricoes

Sobre os participantes :

Adriano Belisário: Co-idealizador do Copyfight e do livro homônimo publicado pela Editora Azougue. Jornalista e pesquisador de cultura livre e tecnologias abertas, desenvolveu diversos projetos de cultura digital e elaborou o primeiro edital público na área de cultura voltado para lanhouses no Brasil, na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, onde atuou por dois anos formulando e executando políticas públicas para cultura digital. Durante três anos, foi coordenador do Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ e atuou como coordenador-geral do Laboratório de Comunicação Compartilhada da Cúpula dos Povos/Rio+20, em 2012.

Leoni: Cantor e compositor, ex-integrante da banda Kid Abelha e atual colaborador de iniciativas a favor de reformas nas leis de direito autoral, como o Movimento Música Para Baixar e o Movimento Compartilhamento Legal.

Marcelo Yuka: Músico e compositor, ex-integrante da premiada banda O Rappa. Atualmente, dedica-se a projetos sociais e políticos em sua organização não-governamental (ONG). Sua trajetória pessoal, artística e social foi retratada no documentário “Marcelo Yuka – No Caminho Das Setas”,exibido em diversos festivais de cinema no Brasil e na Europa.

Thiago Novaes: Coordenou ações de Cultura Digital junto ao Ministério da Cultura, integrando a Coordenação Nacional do Casa Brasil do Instituto de Tecnologia da Informação da Presidência da República em 2006. Doutorando em Antropologia Social na Universidade de Brasília (2012), apresentou o projeto “A noção de pessoa e as novas mídias” aprovado em primeiro lugar na seleção de Mestrado em Antropologia Social da UNICAMP. Colaborador de redes de mídia livre, trabalhou como pesquisador no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) de 2003 a 2004 no Projeto do Sistema de Televisão Digital Brasileiro (SBTVD).

Miguel Said: Doutor em Filosofia da Educação, na Universidade de São Paulo, pesquisa bens comuns, acesso ao conhecimento, direitos autorais, propriedade intelectual, produção colaborativa e mercantilização na sociedade contemporânea. Possui graduação em Comunicação Social e Filosofia pela Universidade de São Paulo (2003); especialização em Gestão da Propriedade Intelectual pelo convênio Universidad Bolivariana de Venezuela, Servicio Autónomo de Propiedad Intelectual e Oficina Cubana de la Propiedad Industrial (2008).

Felipe Fonseca: Felipe Fonseca é pesquisador independente e articulador de projetos relacionados a apropriação crítica de tecnologia, estética da gambiarra e lixo eletrônico, cultura digital experimental e colaboração em rede. É co-fundador da rede MetaReciclagem (2002), que desenvolveu uma metodologia colaborativa considerada referência em apropriação tecnológica pela UNESCO. Participou ainda da criação do coletivo Desvio (2009), do blog Lixo Eletrônico (2008), da plataforma Rede//Labs (2010), apoiada pelo Ministério da Cultura, além de diversas outras iniciativas como o projeto Ubalab e o coletivo editorial MutGamb. Já foi convidado para eventos na Holanda, Finlândia, Estados Unidos e outros países.

Pablo Meijuero: Artista gráfico, produtor cultural e poeta. É membro do coletivo Norte Comum, rede que atua desde 2011 promovendo eventos e intervenções artísticas em praças e outros espaços públicos na Zona Norte e Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, o Norte Comum produziu mais de 60 eventos culturais, por onde circularam centenas artistas, e expôs seus trabalhos no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Atualmente, o Norte Comum coordena o projeto Geringonça do SESC-Tijuca e participação da ocupação cultural Hotel da Loucura, ação realizada no Instituto Municipal de Psiquiatria Nise da Silveira, que trabalha com arte e cultura no tratamento psiquiátrico.

Jaborandy Yandê: Desde 2006, é membro da Rede de Comunicação Indígena "Índios Online", uma das principais articulações para fortalecer o uso e a apropriação das tecnologias digitais de comunicação pelas comunidades indígenas. Em sua trajetória, trabalhou em programas do Ministério da Comunicação para promoção de Inclusão Digital em aldeias no Estado da Bahia e realizou também projetos para o Governo Estadual na área de produção cultural, tecnologias digitais e redes.

Dudu do Morro Agudo: Rapper, criador do Movimento Enraizados, uma rede de artistas e produtores culturais ligados ao hiphop e cultura negra, que atua desde 1999 e hoje está presente em todo território nacional e mais 11 países. É autor do livro 'Enraizados: Os Híbridos Glocais', publicado pela Editora Aeroplano. O trabalho de Dudu do Morro Agudo em prol do fomento a redes de produção cultural no hiphop recebeu ainda diversos prêmios, tais como: Prêmio Cultura Hip Hop – Edição Preto Ghóez; Prêmio Cooperifa; Personalidade Negra, oferecida pela Coordenadoria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial do Município de Nova Iguaçu.

Victor Ribeiro: Diretor de cinema e radialista, Victor Ribeiro desenvolve projetos e ações artísticas sobre direito à cidade e grandes eventos. Atualmente, trabalha em uma série de vídeos e pesquisas intituladas “Novas Fronteiras de Controle” no Brasil, Palestina e Colômbia em parceria com o coletivo colombiano Antena Mutante.

Alexandre Mendes: Professor de Direito Urbanístico e Instituições de Direito – PUC-RJ. Doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ (2012). Foi Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro, entre 2006 e 2011, tendo coordenado o Núcleo de Terras e Habitação (2010). No mesmo ano (2010), o Núcleo de Terras e Habitação foi agraciado com a Medalha Tiradentes,mais alta condecoração da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, participa da rede internacional Universidade Nômade e é pesquisador associado do Laboratório Território e Comunicação – LABTEC / UFRJ.

Pablo Ortellado: Co-fundador da rede do Centro de Mídia Independente (Indymedia) no Brasil, que completa 14 anos de existência e é considerada uma das principais precursoras do movimento de mídia livre no país. É professor da pós-graduação do Programa de Estudos Culturais da Escola de Artes, Ciências e Humanidades e do curso de Políticas Públicas, na Universidade de São Paulo (USP). Colaborou com o Seminário Desafios dos Marcos Legais para a Economia Criativa' e possui diversos trabalhos publicados sobre sociedade da informação, indústrias criativas e economia do conhecimento.

João Roberto Lopes: Professor do Departamento de Estudos Políticos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e Universidade de Paris X Nanterre, João Roberto é co-fundador e coordenador do Instituto Mais Democracia, onde desenvolve pesquisas e projetos relacionados às transformações no espaço urbano no contexto de preparação para grandes eventos no Rio de Janeiro.

Giuseppe Cocco: Giuseppe Cocco é professor, considerado uma referência no pensamento pós-operaista e pós-autonomista, tendo escrito em co-autoria com o filósofo Antonio Negri (autor da trilogia: Império, Multidão e Commonwealth). Mestre e doutor em História Social pela Universidade de Paris I – Panthéon- Sorbonne, atualmente leciona na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É editor das revistas Global Brasil, Lugar comum e Multitudes (França).

Aderbal Ashogun: Aderbal Ashogun é Mestre Ashogun. Produtor cultural, realizador de encontros e pesquisas vinculadas à cultura dos saberes tradicionais. Organizou vários seminários internacionais, entre eles os de cultura afro brasileira em Madrid, Londres (London School of Quilombo, 1998) e intercâmbios na África do Sul, Cuba, Panamá, Taiwan, China. É fundador da RedeAfroAmbiental, que se propõe a discutir o conhecimento ambiental dos povos afrodescendentes e indígenas.

Sarita Albagli: Autora do livro 'Geopolítica da biodiversidade', Sarita é Coordenadora do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Fez pós-doutorado na London School of Economics and Political Science e já desenvolve projetos e pesquisas sobre circulação e apropriação da informação, territorialidade e inteligência local.

Cinthia Mendonça: Co-idealizadora do projeto Nuvem, uma estação de arte e tecnologia em Mauá, um hacklab rural que hospeda diversos encontros nacionais e internacionais entre pesquisadores de tecnologias livre, arte e meio ambiente. Participou de diversos festivais internacionais (Argentina, Colômbia, Espanha, etc) e sua produção artística é marcada pelo hibridismo: circula por teatro, dança, performance, intervenção urbana e tecnologia.

Copyfight – Ciclo de Debates e Oficinas sobre Cultura Livre

  • Data: de 29 de julho a 01 de agosto (de terça-feira a sexta-feira)
  • Horário: Oficina – 14h :: Debate – 18h30
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Sala Margareth Margot e Sala de Cinema 2
  • Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)
  • Telefones: (21) 3980-3815
  • Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
  • Entrada Franca – Retirada de senha 1h antes do evento por ordem de chegada
  • Classificação etária: Livre
  • Acesso para pessoas com deficiência

Fonte: A Rede

Maddog adverte durante a Campus Party Recife: não se pode confiar nos EUA quanto a dados

Tue, 29/07/2014 - 10:17

Jon Maddog Hall defende que cada país desenvolva suas soluções computacionais. Em palestra na Campus Party Recife, executivo falou sobre software livre.

Não podemos pensar computadores como pensávamos na década de 1990. É batendo nessa tecla que Jon 'Maddog' Hall, diretor-executivo da Linux Internacional, apontou para a necessidade dos países investirem em suas próprias soluções computacionais, especialmente as nações que enfrentam problemas econômicos. “Vocês não podem confiar nos Estados Unidos no que diz respeito aos dados, Edward Snowden mostrou bem isso. Mas também não devem confiar na Alemanha, no Uruguai ou em nenhum outro país, a não ser nas pessoas que são leais ao seu país”, defende Maddog.

Hall participou, nesta sexta-feira (25), da terceira edição da Campus Party Recife, onde deu uma palestra sobre software livre. Ao afirmar que os países devem desenvolver suas próprias tecnologias – e não exportá-las - o executivo lembra que, em casos de embargos, o país pode se ver refém e escravo de seus próprios sistemas.

Segundo ele, essa escravidão acontece também quando se investe em softwares pagos, ao invés dos livres. “Quando falamos 'free', falamos em liberdade quanto ao software e quanto a fazer o que você quer fazer. Quando você é um escravo do software, [as empresas desenvolvedoras] dizem quando você vai atualizar, como configurar, ou que você pode usar por um tempo limitado”, explica.

Sobre a questão recorrente, 'como ganhar dinheiro com um software gratuito?', o executivo da Linux foi sucinto ao responder: de maneira semelhante com o feito nos pagos. “Você pode dar consultoria, ensinar as pessoas como mexer, criar soluções. Tudo isso você pode cobrar. A única coisa que o cliente quer é uma solução para o problema que ele tem. Não importa pra ele se é um computador ou se são duas latas com um cordãozinho no meio, um software livre ou pago”, acredita.

O grande desafio para algumas pessoas é entender que dar liberdade ao cliente para mexer no programa não quer dizer perder dinheiro. “Você pode mudar o software livre, pode utilizar suas habilidades para reparar um bug, integrar melhor o programa com outro, enquanto no proprietário você não pode mudar o binário. Com isso, você pode também baixar seu preço e isso fica melhor para o consumidor final”, afirma Maddog.

Publicado por Katherine Coutinho no G1 PE

TDC 2014 em Sao Paulo terá trilha de Software Livre

Tue, 29/07/2014 - 10:04

Trilha Software Livre é destaque na TDC2014

Com temática sobre a forma natural de desenvolver software em ambientes de rede, programação atrai para troca de experiências na quarta-feira (6).

A edição 2014 da The Developer's Conference (TDC2014) acontece em São Paulo pelo sétimo ano consecutivo. Diversas "trilhas" traçam destinos de muito conteúdo e conhecimento para desenvolvedores de software, de 5 a 9 de agosto, na Universidade Anhembi Morumbi. A Trilha Software Livre traz uma série de palestras para troca de experiências e tem como tema "Software Livre é a Forma Natural de Desenvolver Software em um Ambiente de Rede. E Você, Vai Ficar de Fora?".

Na programação da quarta-feira (dia 6), às 10h10, destaque para a palestra internacional com o escritor e engenheiro de software, Joel Spolsky, "What do Programmers care about", que acontece no Stadium. Em sua fala, "com o que os programadores 'top' realmente se preocupam quando procuram por um emprego". Na sequencia, a desenvolvedora Hanneli Carolina Tavante fala sobre "Software Livre – Guia de sobrevivência".

No período da tarde, muito JavaLivre, PHP e assuntos como .Net e o Open Source serão apresentados na Trilha Software Livre. De 14h10 às 15 horas, o bacharel em Ciência da Computação, Vinícius Souza, conversa com os desenvolvedores sobre "Microsoft e Open Source – Por que e como contribuir?". Depois, de 15h40 às 16h30, "O papel do Código Aberto na Internet das Coisas" e o novo mundo de possibilidades tecnológicas é debatido por Jomar Silva, engenheiro eletrônico especialista em padrões abertos e Open Source. Também tem o debate "Software Livre e a Computação em Nuvem", com Bruno Souza (JavaMan) e o 'artesão' e consultor, Edson Yanaga.

Mais debates e discussão com os palestrantes acontecem de 16h40 às 17h30, com o engenheiro de software sênior da Red Hat, Rafael Benevides. Ao final do dia, palestra sobre o projeto Lucene/Sorl e o por quê do projeto Apache DeltaSpike estar bastante falado ultimamente.

Na coordenação da Trilha Software Livre, o presidente do SouJava, Bruno Souza; e os desenvolvedores Priscila Mayumi Sato e Otávio Gonçalves de Santana. "Com tantas facetas do Software Livre, essa trilha irá focar no desenvolvedor de software. Como e por que se envolver com software livre, exemplos de projetos e histórias de brasileiros que participam de projetos reais e as principais questões práticas do dia a dia do desenvolvedor livre", explicam eles.

Os organizadores esperam a participação dos desenvolvedores de todo o país para melhorarem a aprendizagem e o ensino e se tornarem cada vez mais profissionais.

Serviço:

The Developer's Conference (TDC2014) – Edição São Paulo 2014

05 a 09 de Agosto, de 8 às 19 horas

Universidade Anhembi Morumbi, Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia

Mais Informações:

http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2014/saopaulo/trilha-software-livre